O Corpo Fala – Parte I
- 2 de out. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 31 de jan. de 2025
A dor, apesar de ser uma experiência indesejada, exerce um papel crucial em nossas vidas. Embora ninguém goste de senti-la, é importante compreender que sua função é essencial para a nossa sobrevivência. A dor é um mecanismo de defesa poderoso que alerta o corpo sobre possíveis danos ou desequilíbrios e nos impulsiona a agir, protegendo-nos de lesões mais graves.
Muito tem sido estudado e escrito sobre a dor, e uma vasta quantidade de informações pode ser encontrada em bases científicas ou na própria internet, mas ainda há um universo a ser desvendado sobre este assunto. Ter uma mente aberta, que nos permite olhar para um mesmo fato sob diferentes ângulos, nos torna mais aptos e flexíveis frente ao diagnóstico e tratamento.
A Dor Sempre Tem uma Causa
Na grande maioria dos casos, a causa da dor é orgânica e, quando identificada corretamente, tende a responder bem aos tratamentos disponíveis. O que observo frequentemente é que tratamentos prolongados com medicamentos de uso contínuo ou procedimentos invasivos de repetição muitas vezes são estratégias paliativas que não atingem a raiz do problema. Esses métodos podem, inclusive, perpetuar ou agravar alguma lesão ao mascarar temporariamente os sintomas, sem resolver a verdadeira origem do problema.
Encontrar a causa dos sintomas pode ser simples e rápido em muitos casos. O processo de identificação da origem da dor pode ser rápido. Quando se trata de problemas musculoesqueléticos, como dor na coluna, ombros ou quadris, por exemplo, é muito comum encontrarmos a solução do problema com poucos atendimentos, independentemente de o problema ser crônico ou agudo. No entanto, isso também pode demandar tempo e persistência, tanto do paciente quanto do terapeuta. É preciso entender que uma abordagem meticulosa é essencial para que a causa primária da dor seja descoberta e o tratamento adequado seja implementado.
O Tratamento Exige Comprometimento
Uma vez descoberta a origem da dor, passamos para a fase de tratamento. Este por sua vez, demanda que respeitemos o tempo de cura do tecido lesado. A pressão para retornar rapidamente às atividades físicas, esportivas e funcionais muitas vezes resulta em sobrecarga de um tecido ainda em processo de recuperação, o que pode comprometer a eficácia do tratamento. Cada etapa deve ser respeitada para garantir uma restauração completa do tecido lesado e a recuperação da função perdida.
Mudança de Hábitos é Essencial
Na ansiedade de ter um alívio para um sintoma tão desagradável, muitas pessoas buscam por soluções rápidas e aparentemente simples, mas a verdadeira cura geralmente envolve a transformação de hábitos diários como, por exemplo, um ajuste na rotina de trabalho, um novo movimento ou uma dieta mais equilibrada. Esse passo é, por vezes, mais difícil de ser adotado, mas é crucial para prevenir recorrências e garantir uma recuperação completa.
Continua…
Nota: Os textos são baseados em experiências pessoais e observações clínicas acumuladas ao longo de anos de trabalho com pacientes com dores agudas e crônicas. As ideias refletem a união das teorias científicas por mim estudadas e vivências práticas cotidianas. Convido o leitor a explorar essas reflexões com uma mente aberta, reconhecendo que cada pessoa e cada dor são únicas.




